terça-feira, 31 de maio de 2011

mesmo de olhos bem abertos
não enxergo a pedra pequena
no meio do caminho
que irá me arremessar ao chão
não há porque se envergonhar
todos caem 
cedo ou tarde
no profundíssimo abismo do ser
para ser ou não ser 
eternamente
o que intriga não é por que as coisas são o que são 
ou como são
mas apenas por que escolheram ser
ao invés de não ser
e mais ainda
por que ao escolherem ser
insistem em seguir sendo o que são 
para sempre
como se isto não fosse
um grande absurdo

3 comentários:

  1. Então agora o senhor é poeta, aliás sempre.
    Estou começando um trabalho com o Bruno Mello aqui em Uberlândia. Conhece?
    Beijo grande...saudades...Narlo

    ResponderExcluir
  2. Nossa pai, bom de mais!
    Isso aí!
    Gabi

    ResponderExcluir